domingo, 18 de maio de 2014

Todo Torto

Hoje eu criei uma nova música no violão chamada Catatau Benevolente. Jeremias, o meu gato, disse que ficaria muito melhor se eu realmente soubesse tocar violão, mas elogiou minha capacidade vocal. Sei não, acho que ele só disse isso porque queria carinho. Ou então pra surrupiar um pedaço de carne do meu prato enquanto eu estivesse distraído com meu próprio ego.

Enquanto eu divagava sobre o pensamento de montar uma banda, Jeremias pousou confortavelmente no encosto da janela. Lá fora chovia shurikens e kunais e Lorena Lorelaine, minha vizinha, lutava bravamente com uma quimera de 2 metros que controlava o tempo.

Observei-a por tempo o bastante para concluir que essa garota não estava em plenas condições psicológicas. Estava completamente encharcada, lutava com a maior besta fera que já pisou nessas terras e mesmo assim estava sorrindo, quase como se estivesse... feliz. O que há de errado com ela?

Deitei em minha cama e passei a divagar

E se a minha vida um dia resolve mudar

Como um texto narrativo que em poesia resolveu se transformar

E se um dia ela se cansar

De só deitar e se calar

E se ela também quiser uma quimera enfrentar

E decidir desse lugar se mudar

E então eu vou ficar oco

Completamente louco

Tentando não morrer aos poucos

É assim que eu vou ficar, sempre rouco

É assim que eu vou ficar, todo torto

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